Protocolo para mesialização de molares inferiores com mini-implantes

1318007877-207A efetividade dos mini-implantes como ancoragem esquelética já está bem estabelecida na rotina ortodôntica, entretanto, alguns aspectos relacionados ao sucesso de sua utilização ainda precisam ser discutidos. O atendimento a pacientes adultos nos consultórios ortodônticos tem aumentado, e a presença de espaços edêntulos, comuns a muitos desses pacientes, pode ser planejada sob outra perspectiva: a possibilidade de tais espaços serem totalmente fechados.

Porém, a opção entre mantê-los ou reduzi- los deve ser criteriosamente avaliada. Objetivo: descrever os aspectos importantes, baseados em evidências clínicas e científicas publicadas, a serem considerados quando se deseja fechar espaços inferiores edêntulos, mesializando segundos e terceiros molares inferiores. A força ideal e seu ponto de aplicação, o sítio de instalação, a biomecânica aplicada, a indicação, os aspectos periodontais e a espessura mínima do rebordo alveolar foram analisados por meio de busca sistemática da literatura para estabelecer um protocolo para essa conduta clínica. 

Obter ancoragem estável é um importante tópico no campo da Ortodontia, especialmente em situações clínicas que exigem movimentos dentários complexos, como intrusão, distalização, verticalização ou mesialização de molares. Aliada ao diagnóstico e ao planejamento, a ancoragem na Ortodontia torna-se a chave do sucesso em tratamentos de qualidade.

A necessidade de uma ancoragem extradentária tem aumentado consideravelmente nos últimos anos, o que pode estar relacionado ao aumento do número de pacientes adultos que procuram por tratamento ortodôntico, por razões tanto estéticas quanto funcionais. Os implantes para ancoragem esquelética utilizados em Ortodontia envolvem duas categorias distintas. Uma categoria são os implantes osseointegrados, com uma só-lida base científica, que foram diminuídos e redesenhados com finalidade ortodôntica. Incluídos nessa categoria de implantes ortodônticos estão os implantes retromolares descritos por Roberts et al. e os implantes palatinos introduzidos por Wehrbein et al. Ambos os tipos são utilizados como ancoragem indireta. A outra categoria são os mini-implantes, pequenos o suficiente para serem instalados entre as raízes e que se fixam ao osso principalmente por meio de retenção mecânica. Entretanto, para a obtenção de resultados clínicos satisfatórios, é crucial o entendimento dos princípios biomecânicos e de sua aplicação clínica quando os mini-implantes são incorporados no tratamento ortodôntico, o que otimiza os resultados do tratamento e evita efeitos indesejáveis.

Os ortodontistas frequentemente são confrontados com pacientes adultos e adultos jovens com espaços edêntulos na região posterior da mandíbula. Stepovich, Hom e Turley utilizaram mecânica ortodôntica convencional para fechamento de espaços edêntulos na mandíbula. Relataram a presença de espaços residuais em alguns casos e, em outros, a ausência de estabilidade do fechamento. Porém, com a introdução dos mini-implantes, a mesialização dos segundos e terceiros molares tornou-se uma opção viável na rotina ortodôntica, possibilitando o paralelismo radicular e o fechamento total do espaço. O objetivo deste artigo é estabelecer critérios para a tomada de decisão quanto ao fechamento de espaços edêntulos inferiores, baseados nas publicações disponíveis recuperadas por uma busca sistemática da literatura. Ainda, considerando- -se a opção pelo fechamento utilizando mini-implantes, estabelecer um protocolo para o sucesso do tratamento baseado nas melhores evidências disponíveis sobre a estabilidade dos mini-implantes. Quatro casos clínicos serão relatados.


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